24 de jan. de 2021

COMO FORMAR UMA EQUIPE DE REMO

Foi realizada uma competição entre a equipe de remo do Japão e a equipe brasileira. A competição se inicia, mas o resultado não favorável para a nossa equipe... Chegamos com uma hora de atraso em relação aos japoneses. Indignados, foram feitas várias reuniões para averiguar a causa da derrota. Assim ficou o resumo dos relatórios que faziam comparação das equipes, segue o resumo:

-> Japão: 1 Chefe de Equipe; 10 Remadores
-> Brasil: 10 Chefes de Equipe; 01 Remador

Descoberto o grande erro, a equipe brasileira foi remodelada para uma próxima competição... Porém, perdemos novamente e, dessa vez, o nosso atraso foi de 2 horas... Mais uma vez foram convocadas reuniões, viagens para o estudo das causas.

-> Japão: 1 Chefe de Equipe; 10 Remadores
-> Brasil: 1 Chefe de Equipe; 3 Chefes de Departamento; 6 Auxiliares de Chefia;
01 Remador

Mais uma vez, o erro foi identificado e uma nova equipe foi montada... Tudo foi levado em conta: resizing, downzing, GQT, ainda mais economistas opinando, conceitos de modernidade, globalização passaram a ser considerados etc.. Porém, na hora da competição, o Brasil chegou com 3 horas de atraso... Mais reuniões etc... Para levantamento, segue novo resumo:

-> Japão: 1 Chefe de Equipe; 10 Remadores
-> Brasil: 1 Chefe de Equipe; 3 Chefes de Departamento; 2 Analistas de Sistemas; 2 Controllers; 1 Auditor Independente; 1 Gerente de Qualidade Total;
01 Remador

Depois de muita discussão, chegaram à seguinte conclusão definitiva: O problema era, claro e evidente, o remador que, com certeza, por culpa de influência do Sindicato e por causa de sua falta de treinamento generalista não era capaz de exercer sua atividade com eficiência. A solução é privatizar ou terceirizar e/ou contratar um remador que não seja da folha do clube... Além disso, implantar as seguintes soluções:

1 - Gerar, a nível nacional, com participação de todas as ONGs e demais setores organizados da sociedade civil, um programa de formação avançada de remadores;
2 - Fundação de uma empresa estatal de confecção de barcos para competições de remo, empresa essa que posteriormente seria privatizada a fim de aumentar a competitividade do setor;
3 - Criar um fundo de pensão para complementar a aposentadoria dos velhos remadores, não sem antes de estabelecer uma detalhada lei regulamentando a profissão de esportista remador;
4 - Providenciar a vinda de uma comissão japonesa de dirigentes de remo para um ciclo de palestras sobre a importância do remo na formação de uma mentalidade nacional, e um seminário sobre métodos modernos de programação de atividades de estímulo ao remo, seguidos, é claro, de um intercâmbio de alguns desses dirigentes japoneses com alguns dos nossos;
5 - Estabelecimento na Faculdade da Cidade de um curso de pós-graduação strictum-senso em gerência de atividades de remo;
6 - Solicitar o apoio do Fundo de Desportos da Organização das Nações Unidas na obtenção de empréstimos a fundo perdido que viabilizassem todo o projeto.